Durante o mês de abril, o aumento da aversão ao risco dos investidores foi diretamente influenciado pelo agravamento da dificuldade que o governo grego enfrenta para honrar seus compromissos de curto prazo. Tal fator não contribuiu para a continuidade da rentabilidade positiva acumulada ao longo do primeiro trimestre do ano.
Embora a Grécia tenha recebido a garantia de ajuda da União Européia e do Fundo Monetário Internacional, a situação continua sendo atentamente monitorada. Além da Grécia, a notícia do rebaixamento da nota da dívida da Espanha, após a agência classificadora de risco S&P rebaixar a nota do país de AA+ para AA, também foi considerada um fator negativo.
Nos Estados Unidos, o Federal Reserve decidiu manter a previsão de que a taxa básica de juros americana permanecerá no mesmo patamar por um longo período de tempo. Importante destacar que, embora o país comece a apresentar dados de crescimento mais sustentado, os dados do mercado de trabalho e do consumo das famílias não foram considerados fortes o suficiente para pressionar a inflação.
No Brasil, as expectativas de inflação se desprenderam do peso de fatores sazonais que impactaram a inflação no primeiro trimestre. Foram considerados os dados de emprego, nível de utilização da capacidade instalada das indústrias e consumo das famílias, fatores determinantes para o aumento da demanda agregada sobre a oferta, que pressionaram a inflação acumulada no período.
Desse modo, visando conter o aumento da pressão inflacionária no ano, o Comitê de Política Monetária decidiu, como primeiro movimento da taxa desde julho de 2009, aumentar a Taxa Selic em 0,75%, passando de 8,75% para 9,50% ao ano. A decisão do Comitê foi tomada de forma unânime e confirmou a expectativa do mercado de elevação da taxa básica de juros na reunião de abril.
Com influência sobre o mercado de ações, o mês também foi marcado pelo início da divulgação de balanços corporativos, relativos ao primeiro trimestre de 2010, nos Estados Unidos e no Brasil. Dando continuidade aos meses anteriores, o Ibovespa seguiu apresentando volatilidade e, apesar dos bons resultados divulgados no período, passou a acumular rentabilidade negativa no ano.
O Índice Bovespa fechou o mês apresentando rentabilidade negativa de -4,04% e acumula queda de -1,54% no ano. Por sua vez, o CDI apresentou rentabilidade de 0,66% no mês e rentabilidade anual de 2,70%. Finalmente, o dólar encerrou o mês cotado a R$ 1,737, acumulando rentabilidade negativa de -2,47% no mês e de -0,34% no ano.
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