| O primeiro mês do último trimestre do ano foi marcado pelo início da divulgação dos resultados corporativos referentes ao terceiro trimestre e a continuidade da apresentação de indicadores econômicos incertos, ora considerados bons ora ruins sob o consenso das expectativas do mercado, resultando na volatilidade dos principais mercados financeiros do mundo.
A baixa ocorrida no período pode ser considerada mais como uma oportunidade para realizar a alta valorização acumulada, que há tempos era esperada, do que uma redução do apetite por risco dos investidores. Reafirmamos que a manutenção dos investimentos em uma janela de tempo de longo prazo, além disso, minimiza os riscos associados à volatilidade do mercado financeiro.
Nos Estados Unidos, em comparação com mesmo período do ano anterior, o PIB referente ao período entre julho e setembro apresentou um crescimento de 3,5%, acima das expectativas do mercado. No entanto, o reduzido nível de utilização dos recursos e a estabilidade das expectativas inflacionárias indicam que, embora os EUA tenham saído da recessão, a recuperação econômica será lenta.
No Brasil, o Ministério da Fazenda decidiu voltar a taxar o capital estrangeiro que entra no país com o intuito de reduzir a entrada de capital estrangeiro e minimizar a valorização cambial. A cobrança, porém, é realizada sem distinção do tempo de permanência do dinheiro no país e pode ter sua eficácia questionada. Não é difícil, portanto, que novas medidas sejam anunciadas nos próximos meses.
Quem mais sofre com a medida é a Bolsa de Valores de São Paulo, com a diminuição dos investimentos estrangeiros em empresas de capital aberto listadas na Bovespa. De qualquer forma, não foi o suficiente para segurar o fluxo de capital estrangeiro, que manteve saldo positivo em outubro e continuou a contribuir com a valorização de algumas ações
Em decisão unânime, o Comitê de Política Monetária optou por não alterar a Taxa Selic e mantê-la em 8,75% ao ano. De acordo o comunicado, ainda há espaço para que a economia cresça sem que a inflação ultrapasse as metas estipuladas para o ano de 2010. O mercado, por sua vez, segue à espera de indícios da possibilidade de alta da taxa, que deve acontecer a partir do segundo semestre de 2010.
O Ibovespa fechou o mês de Outubro com uma leve valorização de 0,05% e rentabilidade acumulada de 63,9% no ano. O CDI apresentou alta de 0,69% no mês e ganho acumulado de 8,39% no ano. Já o dólar apresentou variação mensal negativa de apenas 0,85%, cotado a R$ 1,756 e, no ano, acumula desvalorização de 24,72%.
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